Entrevista a Guillaume Faye para a France 3

Jornalista – Nós recebemos Guilhaume Faye. “A convergência das catástrofes”, é portanto evidente nesta emissão que vós haveis compreendido que geralmente costumo receber autores ligeiros. Consigo, eu não sei como, mas há como uma bonita lição de optimismo sobre o fim.

Guillaume Faye – Bem, nós vamos mudar de civilização, é o que eu digo no fim. O tema global do livro, é que esta civilização em que nós vivemos hoje em dia, terá apenas que 15 anos no máximo.

J. – E porquê?

G.F. – Por causa de uma série de convergências de aspecto dramaturgico, em que pela primeira vez na história da humanidade se irão encontrar até, na minha opinião, em 2010/2020, que irá fazer com que a civilização que foi fundada a partir da crença no milagre, se irá dar muito mal.

Portanto, para lhe dar alguns exemplos deste aspecto de convergências temos: Esgotamento do petróleo. Esgotamento das matérias-primas. Envelhecimento dramático da população dos países desenvolvidos, que irá certamente provocar uma crise económica gigantesca. Choque de civilizações, coisa que já se confirma com o Islão. Esgotamento dos recursos haliêuticos, quer dizer, o peixe. É bom saber que no prazo de 15 anos, não comeremos mais ostras, por exemplo. Uma provável escalada de uma guerra civil, e já começa a existir na Europa!

Os dois aspectos principais da convergência, são na minha opinião, económicos e ecológicos, sem falar na dispersão das armas nucleares, pelo facto que nós entramos num século feroz e penso que em 2050 estes céus já existirão mais. As pessoas não terão mais todos acessos à electricidade. O nível de vida irá se afundar entre 70% a 80% e a variável de ajustamento será o Homem, pura e simplesmente. Dez milhares de homens até 2050 com um nível de vida superior ao actual, segundo o programa oficial de todas as ideologias mundiais em torno da
crença no milagre.

Isto é impossível! Isto é impossível!

J. – E o que é que se pode fazer nos dias de hoje?

G.F. – Nada! É tarde demais!

J. – Bem, então não há nada a fazer!

G.F. – Não, quando eu digo isto é apenas de uma forma optimista. O que eu quero dizer com isto é que tudo isto pode ter sido previsto através de uma certa crença indiana de há 3 a 4 mil anos. Eles chamavam-lhe, traduzindo à letra “As Trevas”, a qual nós estamos a entrar. Havia algo de extraordinário nessas previsões indianas e diziam o seguinte:

“Nós iremos presenciar isso, pois eles irão dar carne para as vacas comerem.” – As vacas loucas!

“Eles irão matar as crianças no próprio ventre das suas mães.” – O aborto!

E etc., etc. Mas a seguir virá uma humanidade que irá surgir, fundada a partir de novas bases e eu penso que a veremos no caso de sobrevivermos a esta catástrofe que não tarda a chegar.

Mas esperem, pois nós podemos estar optimistas também, porque haverá também zonas, zonas preservadas. Haverá uma economia a duas velocidades? Não podemos saber. Eu penso que será mais para os lados da Ásia, onde haverá uma economia a duas velocidades ou então na Nova-Zelândia.

J. – Regularmente, é certo que a palavra está no título do livro, “A convergência das catástrofes” mas dá-lhe um sentido particular a catástrofe.

G.F. – Eu dou um sentido etimológico e matemático ao tom catástrofe. Catástrofe, é uma mudança brutal do estado de um sistema, seja de um casal, seja uma gota de água em cima de uma asa de um avião, que vai cair, seja de um motor, de um corpo humano, ou uma sociedade. Enfim, algo a proteger! Algo que se prepara por muito tempo, que se acaba no caos e na recomposição de um outro equilíbrio. Portanto, a Catástrofe é a passagem de um estado para o outro, mas de maneira brutal e forçosamente dolorosa.

J. – Guillaume, é urgente ler este livro! Quem é que o deve ler? Os nossos dirigentes políticos? Os nossos inter-mundialistas? Quem?

G.F. – Eu deveria ter enviado ao Sr. Sarkosy (Faye referindo-se ao actual líder do partido no poder em França) e também me esqueci de enviar aos mundialistas da imprensa, mas creio que aos nossos dirigentes políticos, sim. Eu não faço política porque eu acho que eles dizem todos a mesma coisa e fazem todos a mesma coisa, seja qual for o país, portanto, antes aos jovens, porque os políticos estão actualmente em qualquer país do mundo, eles assinaram o famoso Protocolo de Quioto para evitar o envio de gases nocivos para a camada do ozono que por si mesmo já é insuficiente, e ninguém faz nada. Criam-se cenários em como tudo está a ser tratado, e actualmente um livro que apareceu nos Estados Unidos que se chama “A ilha da economia” por um senhor chamado Fleming, um economista americano, e que diz exactamente a mesma coisa que eu e ele diz que nós iremos consumir a última gota de petróleo em 2050.

J. – Bem, agradeço a sua vinda ao nosso programa e espero que nós nos possamos ver antes dessa grande catástrofe! E relembro o título do seu livro “A convergência das catástrofes”.