Uma sinfonia espanhola

Guillaume Faye La colonisation de l’ Europe, Editions L’Aencre, 2000

Imigração mal controlada? Trabalhadores estrangeiros em excesso? Nascimentos descontrolados e “simpatia” de uma sociedade multirracial numa “aldeia global” planetária cosmopolita e pacificada pela Internet? Não. Isso são sonhos angélicos de intelectuais sem cultura histórica, sem memória, sem realismo, sem presciência. Colonização populacional e estratégia de ocupação definitiva da Europa Ocidental pelas massas do Sul e do Oriente, na sua maioria muçulmanas: aí está aquilo em que vivemos. E não o viveremos pacificamente.

Os números são alucinantes. Três, apenas: 25% dos habitantes entre os 5-20 anos na França são já de origem não-europeia. Em 2010, o Islão será a primeira religião praticada no Hexágono. 75% dos actos de delinquência violenta em 1998 foram praticados Magrebinos ou por Africanos negros. Fontes discretas; INSEE e Ministério do Interior. Estas informações, os meios de comunicação social escondem-as com cuidado e as estatísticas quebram o termómetro. Mas o espectáculo da rua informa o povo sobre o que se lhe procura esconder. A invasão realiza-se tanto pelas maternidades como pelas fronteiras abertas. De resto, a direita frouxa e a esquerda louca falam de “fantasmas” quando se evoca a realidade. Elas Minimizam, elas interpretam, elas tranquilizam. Como um mau médico que diz a um canceroso que ele sofre de um resfriado passageiro. Ora, são as balelas que são passageiras.

Os peritos e os ideólogos, quer sejam integracionistas ou Comunitaristas, de direita ou de esquerda, procuram tranquilizar, racionalizar “tudo passar-se-á bem, nós não seremos submergidos, viva a sociedade pluri-étnica descontraída”. A cegueira é total. A implacável lógica demográfica realiza rapidamente a sua obra matemática. Tal como a vontade de nos conquistar, frequentemente confessada pelos seus autores mas ignorada pela opinião pública.

Muitos líderes árabes e muçulmanos, quer estejam instalados na Europa ou no estrangeiro, desejam e planificam estrategicamente a colonização irremediável e a ocupação definitiva das nossas nações. Alguns falam mesmo de “guerra santa” (Djihad) na Europa. É uma vingança, uma resposta às Cruzadas e ao colonialismo europeu. Mas adivinha-se igualmente a expressão da nova vontade de poder do Islão, associada a um ressentimento étnico implícito. Os outros povos do Sul e do Oriente precipitam-se na brecha. Palavra de ordem mundial: a Europa deve ser conquistada!

De facto, ela desviriliza-se, festeja-se o Gay Pride, afirmação da homofília que triunfa; celebra a dbaixa natalidade, o individualismo sem limites, a mestiçagem das suas mulheres e o etnomasoquismo. Ela oferece alojamento, roupas, subsídios e cuidados a exércitos de falsos refugiados, mas deixa morrer de fome os seus SDF autóctones (N.T. Sans Domicile Fixe, os sem-abrigo) . Ela declara ser inumana a expulsão dos clandestinos, dos invasores. Ela pratica a preferência estrangeira. As suas classes políticas, a sua burguesia xenófila fizeram com que ela se assemelhe a essas mulheres de idade que pagam a gigolos para que eles lhes façam companhia.

Toda a ocupação tem os seus colaboradores: os políticos e a classe intelecto-mediática formam a armadura do partido imigracionista, ou seja, são os colaboracionistas da nossa colonização; além disso são ajudados pelas hierarquias religiosas católica, hebraica e protestante que não percebem o risco que correm em ser comidas. Os povos europeus, estes, nunca foram consultados, sobretudo os meios populares que sofrem de cheio o impacto do choque da imigração colonizadora. Em breve, será demasiado tarde. O ponto de não-retorno será atingido; as urnas não poderão mais falar. Não haverão mais do que duas hipóteses: o desaparecimento histórico ou a reconquista. Tenho dito.

A imigração maciça dos povos do Sul e dos muçulmanos é o mais grave desafio que enfrenta a Europa desde o fim do Império Romano. A base antropológica europeia está ameaçada e, por conseguinte, toda a nossa civilização: uma Terra ocupada e um Povo que não renova as suas gerações e que se permite substituir, sobre o seu solo, pelos rejeitados de outros povos, é a banal dramaturgia histórica que arrasou o Império Faraónico, os Ameríndios e tantos outros. A americanização cultural é detestável. Mas livramo-nos mais facilmente de um Mac Do que de uma mesquita, de umas Jeans que de um tchador…

As tragédias raramente são calmas. E as colonizações fazem-se nunca sem confrontações. Vivemos na França o início de uma guerra civil étnica. A imigração maciça não é somente desastrosa economicamente (cerca de 800 mil milhões por ano), ela não arruina apenas a escola pública, mas fez explodir aquilo que se chama eufemisticamente de “delinquência”. Pois o inflamar dos subúrbios, os motins, os prejuízos crescentes provocados pelos bandos afro-magrebinos, as zonas de não-direito que se multiplicam, as razzias que se estendem aos centros das cidades e actualmente ao campo, às estradas, aos comboios, as expulsões dos Europeus das “cidades”, obedecem a um processo, não unicamente de criminalidade mas de conquista territorial. Esta último é o complemento da submersão demográfica. Naturalmente, o Islão está activamente presente por detrás de tudo isto. Quanto à hiper-criminalidade dos “Beurs-Blacks“, é de modo algum a consequência de um desespero económico ou da pobreza, ou ainda de uma pretensa “exclusão social” racista, nem mesmo de uma revolta à semelhança dos proletários de antanho, mas um desejo de conquista e humilhação dos Europeus fundado sobre o ressentimento. À delinquência do roubo e da pilhagem, ao crescimento de uma economia criminosa paralela e parasítária, acrescenta-se uma vontade de provocação bellcosa.. Ouçam as palavras dos rappers dos IAM, dos NTM, dos African Affirmation… Acreditem, nada ainda vimos. A designação dos símbolos de Estado como alvos (bombeiros, polícias, carteiros, controladores de comboios, etc..) prova-o, bem como a progressão rápida das instituições islâmicas controladas pelos países árabes presentes em todas as cidades da França. Privar a Europa da sua soberania, primeiro interna, seguidamente externa. Já começou. É preciso reler a história…

Quanto aqueles que nos impingem o “modelo multirracial americano”, não conhecem simplesmente a natureza profunda dos Estados Unidos, faltando-lhes sem dúvida tê-la vivido, como eu a vivi. Os Estados Unidos, que são uma sociedade financeira e policial, multirracial e multirracista, uma ” não-nação sem povo”, um gigantesco caleidoscópio humano repartido sobre um imenso espaço, gere de forma muito efectiva as migrações de populações heterogéneas. A Europa, que é um Povo, de linhas territoriais muito estreitas, não pode suportar, sem guerra civil, o caos étnico.

Os sonhos futurólogos esfumar-se-ão. O futuro está de regresso e retorna aos comportamentos ancestrais, nomeadamente das civilizações enquanto blocos étnicos. O paradigma da mestiçagem universal, do “cidadão do mundo” jamais verá o dia. E, a despeito ou devido à tecnociência, o futuro será mais arcaico – ou seja basicamente mais etologicamente humano – que o passado recente. Será dominado, devido à densidade humana acrescida do planeta, pelos conflitos dos povos pelas terras, pelos mares e pelos recursos raros. A Europa peninsular é a mais cobiçada. Não pela Rússia, mas pelos Estados Unidos económica e estrategicamente, e pelo Sul, sob a bandeira do Islão.

A guerra étnica, a que assistimos ao prelúdio, não é da competência por conseguinte da Sociologia ou da criminologia. É geopolítica e geoétnica. Nos termos de uma guerra, a história proclama sempre um vencedor e um vencido. O vencido é em geral aquele que recusa a confrontação, que nega a agressão, que toma o inimigo por seu amigo. Amanhã, se cem cidades conhecerem tumultos ao mesmo tempo, nenhuma força de ordem poderá fazer o que quer que seja. Um cálculo numérico demonstra-o… Amanhã, os jovens imigrantes, contrariamente aos cálculos estúpidos do PS ou dos Verdes, não votarão nestes partidos, mas em candidatos do seu campo, muçulmanos, que exigirão privilégios, antes do poder. É a lógica implacável da colonização por baixo.

Talvez eu vos vá chocar. Como o médico que prescreve ao paciente uma operação derradeira, penso que o eclodir de uma guerra civil étnica será talvez necessário. Quando uma situação torna-se insuportável, inextricável, só a catástrofe, de acordo com a teoria matemática do mesmo nome, pode fazer conduzir um sistema ao caos de modo a que outra ordem emerja. A juventude europeia vai tomar consciência e defender-se, animada pela memória e pela vontade? Talvez não. Talvez…

Em caso afirmativo, não será mais o Estado de Direito e as suas polícias impotentes que poderão combater, mas o próprio povo, o nosso povo. Não se tratará mais então de uma “guerra civil”, no sentido fratricida clássico, mas antes de uma guerra de libertação. A história é irónica: a França viveria então a situação da Argélia de 1960…

Mas não é necessário negar ao inimigo a sua nobreza nem a humana justeza da sua causa. Ele ocupa o território que abandonas. Ele preserva o seu solo e o seu sangue, aumenta o seu solo através do teu e substitui o teu sangue pelo seu. O inimigo joga o seu jogo, é louvável. Só o colaborador, ou seja o traidor, não o é. Qualquer povo invadido na sua terra sempre teve por palavra de ordem: da Resistência à Reconquista. A “ajuda ao regresso”, brilhante invenção do economista de pacotilha Raymond Barra, na história, isso nunca realmente funcionou… Reconquista, uma sinfonia espanhola?