Do sentimento de pertença

Um jovem Francês deve considerar um jovem Dinamarquês ou um jovem Austríaco como um membro do seu povo, como concidadão do mesmo conjunto etno-histórico; mas deve olhar como estrangeiro, como exilado um Antilhense, um Vietnamita, um Argelino, ainda que estes vivam na França e falem francê, e mesmo que tenham a cidadania jurídica francesa. Discriminação? Racismo? Não, sentimento de pertença perfeitamente são e natural, comum a todos os povos da Terra e que os Europeus devem poder legitimamente praticar como os outros. Um Antilhense não olha como membro do seu povo o seu compatriota francês branco, nem mesmo o crioulo instalado na sua ilha. É seu direito mais estrito e esse sentimento honra-o, e prova que ele não se despreza a si mesmo. Na África Negra, em Israel, no Japão, em muitos países Árabes ou do Extremo-Oriente, está fora de questão que se considere como cidadãos ou que se atribua a nacionalidade aos que não compartilham as origens étnicas e religiosas do país.

Guillaume Faye. Nouveau discours à la nation européenne. 1985