Demografia europeia: o terrível caso da Alemanha

Guillaume Faye “J’ai toujours compris – Lettre de désintoxication, nº 37, Novembro de 2003

Quando se fala da França, da Alemanha, da Rússia, da Europa, etc., imagina-se que estas nações são eternas. Quando os geopolíticos concebem planos para o século XXI, partem do princípio de que estas entidades, estes países, existirão sempre, digamos, em 2040, tais como existiam em 1930. Pois bem, não é forçoso que assim seja! Uma nação é totalmente tributária da sua demografia, e pode desaparecer muito depressa no caso conjunto de falta de natalidade autóctone e de imigração alienígena maciça. Uma civilização não repousa senão sobre um povo, um gérmen étnico. Tomemos o caso da Alemanha, apresentada como a primeira potência económica europeia (fonte: Alain R. Arbez, Le Lien de 10/9/2003, e Idea Spektrum 2000, Kirche und Politik).

O índice de fecundidade desabou de 2,3 em 1960, para 1,2 e 0,9 no leste, hoje. Suicídio: em 1999, registavam-se 800.000 nascimentos (alienígenas incluídos) para 300.000 abortos. Sem estes abortos, a natalidade alemã seria 35% mais elevada. Nos anos 60, ninguém imaginava estes dramáticos problemas de despopulação. Nos nossos dias, certos bairros são habitados só por velhos, e tanto as escolas como os infantários desapareceram. Totalmente inconsciente, a geração baby boom, contestatária e super burguesa, consumista, aproveitou bem os Trinta Gloriosos, mas não concebeu filhos; pelo contrário, favoreceu a chegada de massas imigradas. Preparou, assim, terríveis dias.

Em Dortmunde (600.000 habitantes), apenas 5.000 crianças alemãs nasceram em 2002. A perda de um quinto da população, só compensada por imigrantes, fará com que em 2010 esta cidade só seja 60% alemã e, ainda assim, povoada por autóctones idosos. Os jovens de Dortmunde serão 70% turcos, africanos, asiáticos, etc. Francoforte e Estugarda já não serão maioritariamente alemãs antes de 2030. Em 2012, os estrangeiros da faixa de 20 – 40 anos representarão 46% da população de Duisburgo, sem falar dos menores de 20 anos. Em Berlim, a proporção de estrangeiros de menos de 20 anos será de 52% em 2013. No final do século XXI, os alemães de linhagem cairão de 75 milhões para 22 milhões. Nestas condições, a Alemanha tornar-se-á, evidentemente, um país do terceiro mundo.

Os sociólogos Meinard Miegel e Stephanie Wahl prevêem que a identidade cultural, religiosa e linguística alemã, será totalmente reduzida no decurso deste século. Tal “desaparição programada” da Alemanha é superiormente ignorada pelos políticos e prelados, que se comportam como sonâmbulos loucos. Para evitar a despopulação e o caos económico, a ONU preconiza 500.000 imigrantes por ano! O que é aprovado pelo obcecado Frankfurter Allgemeine Zeitung.

A integração e a assimilação são falhanços rotundos. Só se podem integrar minorias, multidões não. Aos nossos olhos, o povo alemão desaparece; há substituição de povo. Basta ir às grandes cidades. 75% dos turcos (naturalizados ou não, da 1ª à 3ª geração) não consideram a Alemanha como “pátria económica”, sentem-se sempre turcos e muçulmanos e só vêem TV turca. Em 800.000 nascimentos anuais, não são recenseados senão 278.000 nascimentos de crianças cristãs (números de 1998). Aterradora proporção de 35%.

Segundo o demógrafo Rainer Münz, a Alemanha contará 14,2 milhões de estrangeiros em 2030, sem mencionar os naturalizados e os bi-nacionais. Mesmo que a imigração fosse parada hoje – e na ausência de expulsões – o islão, devido à sua maior fecundidade, será maioritário nessa data. Como na França, Bélgica, etc.

Um estudo de 1997 do sociólogo Wilhelm Heitmayer sobre os jovens muçulmanos na Alemanha revela que:

1) um terço entende aumentar a presença do islão na Alemanha;

2) 36% dentre eles dizem-se militantes e prontos a utilizar a violência contra os “infiéis”.

Quando, em 2030, se atravessar o Reno, passar-se-á do Magrebe para a Turquia? Para não desesperar, citemos uma passagem do editorial de Dominique Venner (L’histoire n’est jamais finie”, em La Nouvelle Revue d’Histoire, Set. Out. 2003): «O impensável pode, contra tudo o que se espera, acontecer. Em 1960 e depois, o impensável era a expulsão do milhão de “pieds-noirs” da Argélia. […] O impensável era também, nos decénios que se seguiram à independência, a chegada a França de vários milhões de argelinos. O impensável, hoje, é, por exemplo, o regresso ao seu meio destes argelinos e doutros imigrados africanos. Retenhamos do passado que o impensável pode, um dia, tornar-se realidade.»