Le vol de la chouette de Minerve

Discours de Guillaume Faye dans une conférence qu’il a faite en Allemagne (2006)

- Rappelez vous des prédictions du kali-yuga indien concernant l’âge de fer, c’est-à-dire celui de la décadence finale :
Ils tueront les enfants dans le ventre des femmes, les hommes épouseront des hommes, et les femmes, des femmes, ils nourriront les vaches avec de la viande, le héro et le guerrier seront moqués et bannis, les rois seront des voleurs et les voleurs deviendront rois.

- Une civilisation, une nation, un peuple, une race ressemblent à un arbre.
Les racines sont le fondement biologique, c’est-à-dire le substrat génétique au sens large dont tout procède.
Le tronc, la culture est l’ensemble des manifestations ethniques d’ordre mental et spirituel.
Le feuillage représente les manifestations extérieures de la civilisation, l’économie, les techniques, les arts, la puissance matérielle.
Lorsque le tronc et le feuillage sont blessés ou malades, la guérison est possible tant que les racines sont seines et peuvent régénérer l’ensemble. Mais si ces dernières sont atteintes par l’effondrement démographique, le métissage, l’immigration allogène massive, au-delà d’un certains seuil, on ne peut plus revenir en arrière, l’arbre s’effondre, le peuple de souche et tout ce qu’il a créé se figent à jamais dans la mort puisque le code identitaire a disparu, parasité et altéré.

- Les ressources de nos peuples blessés existent toujours, comme la graine qui persiste à vivre dans le gel et sous la neige, dans le froid hivernal où pousse l’Edelweiss.
Nous avons la chance d’appartenir à une civilisation métamorphique, qui a toujours su se régénérer après des crises graves, comme le phénix, l’oiseau qui renaît de ses cendres.
N’est-ce pas au crépuscule, quand tout semble perdu, que s’envole la chouette de Minerve ?
C’est dès maintenant qu’il faut préparer la renaissance et imaginer le monde d’après. Dans l’Histoire, ce sont les minorités actives qui gagnent.

Au fond de la mentalité des peuples d’origine européenne, il y a cette idée fondamentale du destin, la Fatum des romains et la Moïra des grecs. Le destin est ouvert et imprévisible. Rien n’est écrit. Le fleuve de l’Histoire peut retourner son cours. Aucun dieu ne peut faire plier Prométhée.

Au début de son faust, Goethe disait, prenant le contre-pied de l’adage biblique « au commencement était le verbe » : non, au commencement était l’action. Je pense en vérité qu’au commencement sont à la fois le verbe et l’action. Il faut parler et écrire pour enseigner et convaincre, et agir pour faire avancer les choses. Pourquoi nous combattons ? Pas tellement pour nous mais pour l’héritage des ancêtres et l’avenir de nos enfants.

De la résistance à la reconquête, et de la reconquête à la révolution. Renaissance et révolution ne sont-elles plus ou moins pas synonymes ?

Que a Coruja de Minerva levante voo!

Extracto de uma conferência de Guillaume Faye na Alemanha em 2006

Recordem as previsões do kali-yuga indiano relativas à idade de ferro, ou seja, aquela da decadência final:
Matarão as crianças no ventre das mulheres, os homens casarão com os homens, e as mulheres com as mulheres, alimentarão as vacas com carne, o herói e o guerreiro serão vexados e banidos, os reis serão ladrões e os ladrões tornar-se-ão reis.

- Uma civilização, uma nação, um povo, uma raça, assemelham-se a uma árvore. As raízes são o fundamento biológico, isto é, o substrato genético, num sentido mais amplo, de onde tudo procede. O tronco, a cultura, é o conjunto das manifestações étnicas de ordem mental e espiritual. A folhagem representa as manifestações exteriores da civilização, da economia, das técnicas, das artes, da potência material. Quando o tronco e a folhagem são feridos ou ficam doentes, a cura é possível enquanto as raízes forem sãs e puderem regenerar o conjunto. Mas se estas últimas forem atingidas pelo desmoronamento demográfico, pela mestiçagem, pela imigração alógena maciça, para além de um certo limiar, não se pode mais voltar atrás, a árvore cai, o povo de cepa e tudo aquilo que criou petrificam-se para sempre na morte, dado que o código identitário desapareceu, foi parasitado e alterou-se.

- Os recursos dos nossos povos feridos existem todavia, como a semente que insiste em viver no gelo e sob a neve, no frio invernal onde cresce a Edelweiss.
Temos a possibilidade de pertencer a uma civilização metamórfica, que sempre soube regenerar-se após crises graves, como a Fénix, a ave que renasce das suas cinzas. Não é no crepúsculo, quando tudo parece perdido, que levanta voo a coruja de Minerva?
É a partir deste momento que é necessário preparar o Renascimento e imaginar o mundo vindouro. Na História, são as minorias activas que vencem.

No seio da mentalidade dos povos de origem europeia, reside essa ideia fundamental de destino, o Fatum dos romanos e a Moïra dos gregos. O destino é aberto e imprevisível. Nada está escrito. O rio da História pode voltar o seu curso. Nenhum Deus pode fazer dobrar Prometeus.

No início do seu Fausto, Goethe dizia, invertendo o provérbio bíblico “ao início era o verbo”: não, ao início era a acção. Penso em boa verdade que ao início estão ao mesmo tempo o verbo e a acção. É necessário falar e escrever para ensinar e convencer, e agir para fazer avançar as coisas. Porque combatemos? Não tanto para nós mas pela herança dos antepassados e pelo futuro das nossas crianças.

Da Resistência à Reconquista, e da Reconquista à Revolução. Renascença e Revolução não são mais ou menos sinónimos?

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